A síndrome do Pânico foi a pior e a MELHOR coisa que aconteceu na minha vida

Esse não é um título para chamar sua atenção ou contar alguma mentira. SIM, a síndrome do pânico foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida e fez com que eu me transformasse. Isso não quer dizer que eu não tenha sofrido e que para muitas pessoas, essa patologia tenha sido a pior coisa da vida, mas para mim a mudança veio para melhor.

Para começarmos a falar sobre essa transformação, preciso introduzir a psicoterapia e explicar como ela pode ajudar na vida profissional ou pessoal, para isso é importante ter em mente o que é a psicoterapia, e por que ouvimos falar tanto sobre saúde mental nos últimos anos.

 O que é psicoterapia?

Quando pesquisamos a origem da palavra Psicoterapia, encontramos sua gênese na Grécia: Psyche = Alma e Therapeuein = curar. Dessa forma, chegamos na definição de cura da alma. Através desse significado podemos colocar em pauta qual a função da psicoterapia e quais benefícios ela pode trazer.

Geralmente quando falamos em psicoterapia, muitas pessoas associam como algo relacionado a doença mental ou alguma fragilidade dentro de si. Essa falta de informação nos leva à criação de estigma e preconceito sobre o assunto.

Para explicar a importância da psicoterapia e desmitificá-la, necessito contar um pouco da minha história e o que me levou a ser apaixonado pela mesma.

 A Psicoterapia na minha vida

Eu comecei a psicoterapia muito novo, por volta dos meus 12 anos, e sim, não foi uma escolha minha, mas da minha mãe. Muitos devem estar se perguntando o motivo de eu ir a psicóloga tão novo, certo?

O motivo é que eu tinha um apego muito grande aos meus pais e não conseguia dormir sozinho, também apresentava dificuldades na escola , com o decorrer dos anos de terapia, consegui lidar de forma mais clara com minhas questões, o que me proporcionou a transformação e me fez ser a pessoa que eu sou hoje.

Síndrome do Pânico: A pior e a MELHOR coisa que aconteceu na minha vida

Quando sai do ensino médio e entrei na faculdade eu encerrei a psicoterapia pois já tinha encontrado a resolução para a maior parte das minhas questões, ou seja, não via mais a necessidade de continuar com o processo.

O período sem psicoterapia se estendeu até meus 19 anos quando entendi que tinha síndrome do pânico, e foi neste exato momento que minha vida mudou para sempre.

Com 19 anos eu estava no início da faculdade, sem responsabilidades significativas e, em tese, no auge da felicidade, quando me deparei com uma sensação, uma angústia sem explicação, sendo isso o que me fez retornar à psicoterapia.

Quando passamos por questões saúde mental, é quase que natural tentarmos achar o “porque” de tudo isso! E no final, nem sempre precisamos ter um motivo explícito que dê razão para essas sensações.

Neste período, me deparei com uma série de emoções que nunca pensei que poderia sentir e foi muito difícil, principalmente no começo, mas depois de conseguir buscar meu autocontrole e entender de fato o que estava buscando para minha vida tudo ficou mais claro.

Enfim, após anos de aprendizado e de luta consegui finalmente me conhecer e entender melhor minhas emoções, e claro, o processo de psicoterapia não foi o único elemento a me ajudar dentro deste processo, entretanto, ele foi essencial para a superação e para minha vida como um todo.

NÃO, você não precisa estar “doente” para iniciar o processo de psicoterapia.

E por que estou contando tudo isso para vocês? A psicoterapia me ajudou a lidar tanto com questões simples da vida, quanto com momentos de angústia e dor devido à essa patologia tão séria.

A psicoterapia é algo que pode te ajudar, independente do momento em que você vive e ela pode ser essencial para sua transformação, então não vamos criar barreiras antes de conhecer.

Agora que vocês já sabem um pouco do que foi a psicoterapia na minha vida e entenderam o significado dela em geral, podemos introduzir o “Por que estamos falando tanto de saúde mental ultimamente”.

Resolução CFP nº 11/2018

A resolução do CFP (Conselho Federal de Psicologia) nº 11/2018 regulamenta a prestação de serviços psicológicos realizados por meios de tecnologias da informação e da comunicação e revoga a Resolução CFP nº 11/2012. Esta resolução fez com que o mundo da Psicologia nunca mais fosse o mesmo e com isso, tornou a psicoterapia mais acessível, sendo esta mais divulgada e disseminada. O Brasil passou a falar mais sobre saúde mental.

A regulamentação da psicoterapia on-line, que vimos acima, trouxe também a facilidade e os preços mais democráticos fazendo com que os atendimentos das psicólogas(os) crescessem gradativamente e por consequência, aumentasse a discussão nos jornais, blogs e televisões sobre o tema.

Além disso nos últimos anos, as doenças mentais tiveram um aumento considerável. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o Brasil é considerado o país mais ansioso do mundo e o quinto mais depressivo. Mesmo assim, parte dessas pessoas não possuem assistência médica adequada.

O Brasil sofre uma “epidemia” de ansiedade. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o País tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população) convivem com o transtorno.

Os transtornos mentais são responsáveis por mais de um terço do número total de incapacidades nas Américas.

Outro fator muito importante para o assunto estar sendo tão discutido foi a questão de a pandemia do Corona vírus afetar bastante na questão emocional e para explicar esse fenômeno retirei uma parte de um texto publicado no nosso blog escrito pela psicóloga Mariana Diniz Cortes CRP06/142181, na qual ela nos informa o porquê dessa procura por assuntos relacionados a  saúde mental nesses tempos de confinamento:

“Como sabemos, o confinamento provocado pela pandemia tem resultado em alterações da nossa rotina e do contato social e físico e, diante disso, temos percebido a manifestação do tédio e da frustração. Saber que esta é uma condição que nos é IMPOSTA e não ESCOLHIDA, nos dá a sensação de IMPOTÊNCIA, de falta de controle, de ansiedade e angústia, pois não posso usufruir do meu livre arbítrio”. (Mariana Diniz Cortes CRP06/142181)

Com essa ansiedade e angústia provocada pelo confinamento, as pessoas buscam sobre assuntos relacionados ou até procuram por um atendimento adequado para sanar aquele sentimento inesperado.

Conclusão

Diante de todos os fatos apresentados pode-se concluir que não há uma única variante que nos leva a falar tanto sobre a saúde mental, acredito que esta não seja um “modismo” e sim uma realidade para nossa sociedade na qual cada vez mais iremos falar sobre a importância da saúde mental no dia-a-dia.

E você? Já fez psicoterapia alguma vez? Tem vontade de conhecer ou levar informações para sua empresa?

 

Artigo escrito por Felipe Huerta, administrador e Co-Fundador da Mente Amiga!

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