Terapia Sistêmica: o que é e como funciona o tratamento?

 

Hoje eu lhes escrevo para aproximar e explicitar, da forma menos complexa e conceitual, o que é a abordagem sistêmica, utilizada nos meus atendimentos clínicos.

A Terapia Sistêmica compreende o indivíduo em suas relações e interações, entendendo que o indivíduo e o ambiente, onde este vive e convive, estão diretamente relacionados, isto é, ambos evoluem simultaneamente e mudam reciprocamente.

O que significa isso? Recorrerei a um exemplo. Nada mais é do que compreender que Vanessa vive em um determinado local, com pessoas específicas (mãe, pai, amigos, tios etc.) e com relacionamentos distintos. Este conjunto, portanto, influencia diretamente na forma como Vanessa pensa, sente, se comporta, interage, se veste, ou seja, como ela “é” no mundo. Quando Vanessa muda e transforma seu “jeito” de ver e estar no mundo, altera, consequentemente, a maneira com que o outro (ao seu redor) reage diante dela e ao seu novo jeito de ser.

É, concordo com vocês que este talvez seja um processo complexo, mas não temos como esperar outra coisa, não é mesmo? Afinal, estamos falando de seres humanos, que por si só são complexos, únicos, singulares, com sua subjetividade e individualidade. Mas o processo é incrível (como TODOS os processos de psicoterapia).

Por isso, assim como as demais abordagens, a sistêmica buscará o desenvolvimento da pessoa (principalmente no que tange seus relacionamentos e interações nos seus diferentes grupos sociais), auxiliando-o em seu autoconhecimento e na promoção de autonomia, para que essa pessoa possa tomar decisões, se relacionar, e ter experiência de uma forma mais funcional diante de suas demandas e história de vida.

Diante disso, o objetivo primordial desta abordagem é mudar a organização do indivíduo dentro dos sistemas (entenda-se: família, grupos sociais etc.) e interações que ele possui, supondo-se que quando a organização deste sistema é transformada, a vida de cada um dos seus membros, consequentemente, também é alterada.

De forma a ilustrar esta dinâmica, pense no funcionamento de uma máquina que possui diversas engrenagens. Pois bem, caso uma destas engrenagens apresente uma falha (de qualquer natureza, falta de óleo, quebra de um pedaço etc.), a máquina como um todo irá apresentar dificuldades em manter seu funcionamento habitual. Será necessário um “reparo” nesta peça ou então uma readaptação da máquina para que funcione desta nova forma.

O funcionamento familiar se dá de forma similar. Compreendo que, quando um indivíduo da família adoece, o sistema familiar como um todo adoece junto, cada qual com suas singularidades e intensidades diferentes. Todos, portanto, passam a funcionar em função deste adoecimento. Não apenas em função da doença, mas em função de diversas especificidades que existem neste sujeito.

A Terapia Sistêmica não busca mudanças apenas no indivíduo que buscou auxílio, em seu contexto individual, mas sim provoca mudanças em todos os grupos que interagem com este sujeito. Isso porque, como vimos, ao se modificar o comportamento de um indivíduo, tende-se a transformar um padrão interacional, de forma que a própria pessoa induziria mudanças aos membros da sua rede de interações.

Mariana Diniz, psicóloga Mente Amiga 

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