Fatores que compõe a autoestima e o que posso fazer para melhorá-la

Ao procurarmos a origem da palavra AUTOESTIMA, encontramos a mistura entre origem grega e latim, com o significado: Grego AUTÓS, “a si mesmo”, Latim AESTIMARE, “valorizar, apreciar”. Continuando na pesquisa, ao buscarmos por “autoestima” em outras fontes mais gerais e de senso comum encontramos respostas como: “Qualidade de quem se valoriza, se contenta com seu modo de ser e demonstra, consequentemente, confiança em seus atos e comportamentos”.

Ao pensarmos sobre esse significado, também embasando esses em outros conhecimentos podemos dizer que a autoestima pode ser compreendida como um dos pilares ou até mesmo uma parte da “coluna vertebral” da personalidade do indivíduo, pois dessa derivam-se várias outras características da personalidade. A percepção que temos do nosso “eu” transpassa para todas as nossas reações e comportamentos.

Através disso, podemos dizer que a autoestima é um conteúdo muito importante para a nossa saúde mental e para como enxergamos e lidamos com quase tudo na vida. Para exemplificar e trazer para o modo prático, vamos destacar algumas situações de quando a autoestima é sentida e percebida no dia a dia:

  • Feedback de um chefe 
  • Apresentação oral de trabalho
  • Medo de se relacionar intimamente
  • Dificuldade de se projetar em uma profissão

E em casos mais sérios, tais como:

  • Depressão 
  • Instabilidade de humor
  • Abuso de álcool e drogas

 

Mas como será que ela é formada? A autoestima é formada através de experiências vividas principalmente durante a infância e adolescência. Autoestima, ou seja, uma parte de sua relação com você mesmo, possui forte influência nos seus relacionamentos, no seu nível de felicidade e nas suas conquistas. 

Em alguns casos e para algumas pessoas, pode-se enxergar uma fragilidade na autoestima sendo que para cada indivíduo esse é um processo singular em que podem ser identificados alguns sinais. Alguns deles são:

  • Sensibilidade a críticas
  • Se considerar incapaz
  • Se culpar e se cobrar demais
  • Dificuldade de dizer não
  • Dificuldade em lidar com rejeição, indiferença e abandono
  • Não confiar em si 
  • Buscar aprovação dos outros.

A busca pelo cuidado e melhora da autoestima nada mais é do que o prazer de se sentir à vontade sendo você, permitindo a melhora da sua paz interior e o aumento de tolerância às adversidades que ocorrem no cotidiano. A autoestima pode ser compreendida por meio de seis pilares em sua estrutura, cada pilar é importante para o cuidado e a melhora na forma como você se relaciona com suas questões. São eles:

  1. Autoaceitação
  2. Autorrespeito 
  3. Autoempatia
  4. Autenticidade 
  5. Autoeficácia 
  6. Automerecimento 

 

A autoaceitação tem muito a ver com as expectativas criadas e da opinião sobre si mesmo. O que pode acontecer para algumas pessoas é, quanto menor o nível de auto aceitação, talvez seja maior  a necessidade de aceitação dos outros.

A autoaceitação requer um olhar amplo, enxergando o que se tem de positivo e negativo. Todo ser humano possui qualidades e pontos de melhoria, é necessário conhecer as qualidades, valorizá-las e o que tiver de defeitos, acolhê-los, procurando entendê-los sem julgamentos. Esse é o grande primeiro passo para autoaceitação, tomar consciência dos conceitos que você tem sobre si.

Que tal praticar? Você que está lendo, tente listar quatro ou mais defeitos que considera mais difíceis de aceitação e em seguida liste quatro ou mais qualidades que você enxerga em si. Qual foi o mais difícil? Faça essa reflexão, com certeza isso trará um melhor autoconhecimento de como está a sua relação com você mesmo.

  • Autorrespeito

Esse pilar da autoestima está vinculado ao saber impor limites, se auto proteger, sabendo dizer “não” quando é preciso ser dito, o autorrespeito influencia a sua postura, nas atividades que executa e o quanto você se cobra a aceitar coisas que vão contra suas próprias vontades.

Exercitar o autorrespeito é trabalhar na autorreflexão do seu “eu crítico”, procurando compreender que ao impor limite você não está desagradando o outro e sim sendo fiel a você mesmo.

  • Autoempatia

Ouvimos tanto falar em empatia com o outro, que muitas vezes deixamos de ser empáticos com nós mesmos, por que não ter empatia com os seus pontos a serem melhorados? Se enxergar com empatia é se enxergar com compaixão.

Procure se perdoar quando as coisas acabam dando errado e também se recompensar quando você se sair bem em algo.

  • Autenticidade

Nada mais é do que ser você mesmo. Por vivermos em sociedade, muitas vezes sacrificamos a nossa essência pelo que os outros esperam. Uma dica muito legal para verificar a sua autenticidade é a reflexão: quem é você de acordo com você mesmo?

Um vídeo muito legal que retrata a autenticidade:

https://www.ted.com/talks/elizabeth_lesser_say_your_truths_and_seek_them_in_others?language=pt-br

  • Autoeficácia

A autoeficácia está muito envolvida com a capacidade de manter foco, enfrentar desafios com a busca de algum objetivo, o que requer um sentimento de capacidade, de pertencimento.

Acreditar que é capaz é o primeiro ponto para o sucesso de um objetivo, buscando compreender que o que for de desafio durante o processo, eu conseguirei encontrar caminhos para completar cada etapa.

  • Automerecimento

Se permitir receber, aceitar elogios, reconhecimentos, gentilezas, oportunidades. Reconhecer o seu valor.

Como podemos concluir, a autoestima é um conceito muito importante para a qualidade da saúde mental de cada um de nós. Cada vez que cuido da minha autoestima, estou cuidando de comportamentos e crenças, estou me autoconhecendo, estou praticando um autocuidado. 

Por fim, é importante salientar que para trabalhar de uma forma mais profunda a autorreflexão, uma ferramenta que a psicologia trás é a psicoterapia, um lugar que paciente e psicólogo se encontram para descobrir o vasto mundo emocional, que tal experimentar?

Texto feito por: Tainá Mazzitelli 

 

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