Esquizofrenia: Sintomas, Tratamento e Como ajudar

A esquizofrenia é uma das principais doenças mentais e está presente em 1% da população mundial, ocorrendo na mesma proporção em qualquer país do mundo, independente das variações étnicas, ambientais, socioeconômicas e culturais.

Outro lado muito interessante é que a esquizofrenia mantém a mesma prevalência ao longo da história, independente de guerras, catástrofes, epidemias, etc.

É uma doença biológica, envolvendo alterações cerebrais, tanto no nível celular, como químico, agredindo diferentes funções do psiquismo. A causa da esquizofrenia é multifatorial, engloba fatores genéticos e ambientais.

Sintomas

A esquizofrenia inicia-se geralmente, na adolescência e no início da vida adulta. A maioria dos pacientes tem dificuldade para evoluir nos estudos, trabalho e formar uma família.

Para começar a listar os sintomas da esquizofrenia é importante explicar o que é psicose:

Psicose é um termo aplicado para o estado mental em que o indivíduo perde suas conexões com a realidade do mundo exterior. A psicose não é exclusiva da esquizofrenia, pode estar presente em outras doenças psiquiátricas.

A psicose deve ser entendida como uma síndrome, caracterizada principalmente por episódios de delírios e alucinações, sendo assim, é nesse momento que o indivíduo perde a capacidade de julgamento da realidade, passando a acreditar mais nas suas experiências internas do que na realidade externa.

Quando ocorre um surto psicótico? Justamente quando esses delírios e alucinações vêm à tona.

No caso da esquizofrenia, esses delírios/alucinações não surgiram de modo súbito e sim, de forma gradativa, por isso é chamada de psicose processual, ou seja, evolui lentamente como um processo, que pode demorar meses, anos.

Sabendo o significado de Psicose, vamos listar os sintomas. Dentro da esquizofrenia os sintomas são divididos em positivos/negativos/cognitivos.

Sintomas positivos

Trata-se de comportamentos psicóticos geralmente não observados em pessoas saudáveis. Pessoas com sintomas positivos podem “perder contato” com alguns aspectos da realidade. Os sintomas incluem:

  • Alucinações
  • Delírios
  • Pensamentos desordenados (modos de pensar incomuns ou disfuncionais)
  • Distúrbios do movimento (movimentos do corpo agitado)
Sintomas negativos

Estão associados a interrupções nas emoções e comportamentos normais. Os sintomas incluem:

  • Redução do afeto (expressão reduzida de emoções através da expressão facial ou tom de voz)
  • Reduzir os sentimentos de prazer na vida cotidiana
  • Dificuldade em iniciar e manter atividades
  • Redução de fala
Sintomas Cognitivos

Para alguns pacientes, os sintomas cognitivos são sutis, mas para outros são mais graves e os pacientes podem perceber mudanças na memória ou outros aspectos do pensamento. Os sintomas incluem:

  • Baixo funcionamento intelectual (capacidade de entender informações e usá-la para tomar decisões)
  • Dificuldades para manter-se focado ou prestar atenção em atividades cotidianas

Tratamentos

Embora não exista cura para a esquizofrenia, muitas pessoas com essa doença podem levar uma vida produtiva e satisfatória com o tratamento adequado. A recuperação é possível através de uma variedade de serviços, dois deles que posso destacar aqui é a Psicoterapia junto com a Psicóloga e a interferência medicamentosa junto com o médico Psiquiatra.

Com acompanhamento de um psicólogo, psiquiatra é possível que a frequência das crises diminua e o paciente consiga viver de maneira mais tranquila. O acompanhamento de um especialista é indispensável.

psicoterapia é extremamente útil, possuindo como objetivo acompanhar individualmente o paciente nas suas dificuldades, conflitos e necessidades pessoais. Ela pode ser realizada em conjunto com o tratamento medicamentoso e de reabilitação.

Aprender e usar habilidades de enfrentamento para superar os desafios cotidianos da esquizofrenia ajuda as pessoas a perseguirem seus objetivos de vida, como ir para a faculdade ou trabalho.

 Como posso ajudar alguém que conheço com esquizofrenia?
  • Procure um psiquiatrae um psicólogo. Incentive-os a permanecerem em tratamento
  • Seja respeitoso, solidário e gentil sem tolerar comportamentos perigosos ou inapropriados.
  • Verifique se existem grupos de apoio em sua cidade.
  • É fundamental o apoio e estimulo, sem estresse ou sobrecarga.
  • Importância da rotina: manter o paciente em atividades, ocupações, lúdica ou laborativa, atividades físicas e sociais.

Família

A Esquizofrenia interfere nas relações familiares de diversas maneiras, produzindo diferentes padrões emocionais em seus membros, que passam a se relacionar sob diversas tensões provocadas pelo convívio cotidiano com a doença.

A família possui um papel fundamental na estabilização da esquizofrenia e na prevenção de recaídas. Por isso, é muito importante que os familiares também estejam em tratamento psicoterapêutico.

Se sentir necessidade de receber mais orientações, agende uma consulta com um profissional na área da saúde.

 

Psicóloga Tainá Mazzitelli 

CRP: 06/142828 

Tainá atualmente atende pela Mente Amiga.

 

Bibliografia:

  • Entendendo a esquizofrenia: Como a família pode ajudar no tratamento? – PALMEIRA, Leonardo; GERALDES, Maria;BEZERRA,Ana.
  • Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais – Paulo Dalgalarrondo

 

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