Quando descobri que tinha amigos

Há um tempo fui diagnosticado com transtorno de ansiedade. No dia em que eu descobri que tinha um transtorno psicológico eu não me assustei… era algo que eu já esperava, uma vez que eu já não dormia direito a um mês, tinha crises de pânico e me não conseguia nem ver um filme sem que minha cabeça estivesse a um milhão por hora.

Na época em que eu comecei a enxergar que tinha um problema emocional eu vivia me perguntando o porquê disso, porque eu tinha que sofrer tanto? Porque eu fui “escolhido”? Eu nunca fiz nada de ruim pra alguém… Eu sempre ouvi meus amigos quando eles precisaram…, mas não é bem assim. Olhando pra mim mesmo descobri que eu mesmo que me “escolhi” sofrer tanto emocionalmente. Não foi fácil aceitar isso.

Nessa época eu achava que isso era algo que eu devia resolver comigo mesmo, por isso eu evitava me abrir com as pessoas, até mesmo minha família ou os amigo mais próximos, eu procurava sempre guardar meu sofrimento pra mim mesmo, achando que iriam me julgar ou que fariam comentários inúteis que não me ajudariam em nada.

Através dessa linha de pensamento eu acabei me tornando o ‘aterro sanitário’ emocional das pessoas ao meu redor. Por eu sempre dar ouvidos à todas as pessoas que eu me importo, eu acabava tirando o lixo emocional dessas pessoas e depositando em mim mesmo, e eu não conseguia me livrar disso de forma alguma. Eu sofri, lutei contra, chorei muito até que em um determinado ponto eu vi que não estava conseguindo lidar com isso sozinho (sem contar minha psicóloga) e precisava conversar com alguém sobre tudo o que passava na minha cabeça.

Quando eu aceitei esta condição pra mim, eu comecei a me abrir mais frequentemente com meus amigos mais próximos, que no caso fazem parte da minha família. Depois que eu pude ver o quanto aquilo me fazia bem, eu comecei a me abrir para os meus amigos pessoais, o que me aliviou mais ainda e descobri que não só era bom dar conselhos e ajudar os outros como é incrivelmente bom receber essa ajuda de pessoas que se importam com você também.

Foi neste momento que eu vi que não estava sozinho e que eu não era o “escolhido” … Vi que os meus amigos também passam por dificuldades, que a vida deles não é um filme de romance com um final feliz sempre, assim como a minha. Vi que só eu podia me fazer curar…

Ainda estou me tratando. Mas com meus amigos tem sido muito mais fácil.

Ass.

Eduardo Thomaz

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