Quando me perguntaram sobre como é viver a vida em um relógio

Começarei dizendo que não há conhecimento real de quanto tempo vou viver, o que de certa forma é uma das chamadas coisas normais sobre mim. Para o garoto que me fez essa pergunta, agradeço. Mas também sinto muito por você.

Como você pôde ver, eu vivi com uma condição invisível toda a minha vida – uma condição que afeta meu coração. Para simplificar, tenho sorte de estar aqui. Nos meus 20 anos nesta terra, a minha vida tem sido cheia de muitas questões, mas a pergunta mais frequente da minha vida (além de “Você tomo seu remédio?”; sim, mãe!), é “Estou bem?”.

Medicamente falando, não. Eu nunca serei tão saudável quanto alguém sem minha condição. Mas para alguém com a minha condição, sou maravilhosa. Estou escrevendo isso quando acabei de voltar de três meses que passei no exterior sozinha. Nunca nos meus sonhos mais loucos achei que diria isso. Foi lá que me fizeram a pergunta, sobre quanto tempo eu tenho ainda na terra. E foi lá que percebi que, sem a minha condição, talvez eu não me sentisse tão maravilhosa.

Há muitas coisas que não posso fazer. Eu não posso fazer uma tatuagem ou um piercing, eu não posso beber álcool ou suco de cranberry e eu definitivamente não posso fazer atletismo (eu aprendi isso da maneira mais difícil). Mas há uma coisa que eu posso fazer, e isso é viver a minha vida ao máximo.

Cada um de nós vive nossas vidas em um relógio, é apenas que alguns de nós têm a sorte de perceber isso mais cedo do que outros.

Ass.

Erin-Louise Kirsop

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